Ano novo, vida nova!

•04/01/2011 • Deixe um comentário

Depois de muito tempo sem postar, decidi voltar um pouco a escrever, talvez inspirado pelo assunto do titulo! Ano novo, vida nova, e quem sabe blog novo?

Já notaram que todo fim de ano as pessoas dizem a mesma coisa? “ai meu filho é ano novo, esse eu vou mudar!”. Tem a tia gorda que todo ano diz que aquele jantar cheio de carboidratos será o ultimo do ano, e que a partir do próximo irá fazer uma super dieta. Chega até a ser uma espécie de Deja Vu a cada virada de ano. Tem também aquele primo chato e mimado que não quer porra nenhuma  e promete que no ano seguinte irá estudar com afinco para não tomar bomba em 5 das 4 matérias da faculdade; o incrivel é que a cada ano ele parece mais idiota e retardado que no anterior.

Enfim, são muitas promessas, muitas esperanças e ao longo do tempo começamos a ver que tais fatos acabam ficando para trás, onde afogados na nossa mediocridade, damos valor para coisas que consideramos mais importantes e não são, ou talvez as mais rotineiras, que nos permitem ter um pouco de prazer momentâneo, sem muito esforço. Mas isso não é uma coisa que acontece com a maioria dos individuos. Acontece com TODOS. sim, com todos.

Você que escreve, se considera culto, etc, acha que a partir do momento que analisamos todos esses comportamentos somos diferentes, não somos iguais a “massa”; porém está redondamente errado. Todos os seres humanos tem por natureza temer o desconhecido, mesmo que em graus diferentes. Então quando nos propomos a fazer algo novo, temos que realmente querer aquilo, buscar uma mudança.  Mudanças são experiências nem sempre boas, porém nos dão EXPERIÊNCIA em um determinado assunto, ou situação vivida.

Posso dar como exemplo o meu caso.  Sempre me considerei um cara inteligente, com uma boa escrita, leitura vasta em diversos campos, e me considerava “diferente” da maioria das pessoas “comuns”, que iam trabalhar, tinham como planos casar, ter filhos e familia, coisa que eu abominava há algum tempo. Porém comecei a ver que eu também tinha um padrão metódico de comportamento, mesmo que fosse considerado alternativo, etc, eu caia nesse padrão.  Aí sim vi que alguma coisa estava errada. Eu estudava, chegava em casa, falava com as mesmas pessos e jogava video-game. Não que fazer essas coisas seja ruim, pelo contrário, mas somente fazer essas coisas que complica. Percebi isso e me incomodou profundamente em ver que a questão toda não é você ser diferente ou ser igual, foda-se isso, mas sim de você aproveitar mais a sua vida e reunir experiências diversas, ao invés de ficar preso no seu mundinho, com pessoas que pensam igual a você.

De um dia pro outro decidi comprar uma camêra fotográfica e entrar para um curso de fotografia, tomado por uma necessidade crescente de mudança. Foi a melhor coisa que eu fiz. Descobri um mundo novo que eu sequer tinha conhecimento, apesar de sempre curtir artes em seus diversos aspectos. Um mundo de cores, formas e coisas que eu passava despercebido e jamais iria notar, coisas que as vezes parecem tão banais e simples, mas possuem uma importância para a ordem das coisas. Acho que já comecei bem 2011.

Vi que para mudar, não é apenas necessários que façamos promessas e planos de fim de ano, mas que tenhamos força de vontade para olhar para a frente e querer que tais coisas aconteçam. Do quê adianta falar que vai parar de fumar no ano que vem, quando já se está bebado, totalmente fora de si, e a primeira coisa que faz quando acorda da ressaca da virada é acender um cigarro? Eu começo a ver que mudar não basta apenas ler Mencken ou Bukowski e falar que é culto, que se difere dos outros, etc. , mas sim começar a ter experiências que te enriqueçam e façam com que você passe a ter uma visão mais ampla do mundo em que vive, sem medo das mudanças, embora as vezes elas pareçam bem terríveis.

Abraços a todos .

 

 

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LOST, o final.

•25/05/2010 • 1 Comentário

Bem, depois de alguns meses (quase anos) sem postar, decidi escrever esse texto, e confesso que ainda estou bastante emocional pelo desfecho de uma série que com certeza despertou milhares e milhares de pessoas a se indagarem: “o que é a ilha?”.

LOST foi um fenomeno de audiência. Disso não há dúvidas. A série começou de uma forma inusitada; um avião caindo em uma ilha deserta e alguns sobreviventes. Até ai nada demais, se não fosse pelos inúmeros mistérios que a ilha apresentou ao longo da série.

O que era a fumaça negra? Quem era Jacob? Um urso polar? Como havia uma estatua imensa na ilha? Esses e muitos outros mistérios ainda irão nos incomodar por alguns meses, em nossa imaginação, tentando entender o que foi tudo aquilo, e o que aconteceria com os nossos queridos personagens, que acompanhamos com afinco e sofrendo junto com eles por seis anos.

O ultimo episódio foi apresentado no dia 23 de maio de 2010, e possivelmente foi um dos episódios mais assistidos na história da televisão. Muitas pessoas ficaram frustradissimas, esperando respostas pra todos os mistérios da série. Ah pessoal, vamo lá né? O que vocês queriam? Explicação pra tudo? E a graça da nossa imaginação?

Lendo uma critica no site Omelete, do Marcelo Forlani, vi um ponto que achei interessante. Qual seria a graça de explicarem tudo? Não teria o charme que teve para o final. Bem. O final, tai uma questão que todos indagam, e quem assistiu com certeza se emocionou como eu me emocionei. Vamos lá, curto e grosso.

Aqueles flashs de um mundo diferente, nada mais era do que uma espécie de purgatorio, onde os espiritos dos personagens que viveram na ilha estavam perdidos, esperando um achar o outro. (dai o nome LOST, o que me deixou muito admirado!). Tanto que aos poucos eles começam a se lembrar, um por um, para que pudessem seguir adiante no caminho da luz.

A ilha realmente existiu, e todos os eventos foram reais, ou seja, eu li em lugares pessoas idiotas falando “ah todos estavam mortos”. Não seus imbecis, ninguém estava morto. O “purgatório” foi sendo mostrado ao pouco, e ali sim todos estavam mortos. Porém aquilo não é uma linha de tempo, pois ali o tempo não existe. Se pudessem considerar, aquilo seria depois de todos terem morrido e se reencontrado. Ou seja, Kate viveu toda sua vida, Sawyer também, e após suas mortes, eles viveram outra “vida” ali, até que pudessem se lembrar de quem foram e do evento mais importante, que foi a ilha.

Toda aquela vida mostrada foi um “glimpse” do que poderia ter sido em outra vida. Tudo foi um sonho momentaneo no momento da morte de cada um, onde no fim todos se encontraram, para que seguissem adiante. Foi bonito, poético e mais um pouco.

Confesso que o final, mostrando a morte do Jack me deixou muito emocionado, talvez mais que todas as séries que eu ja tenha assistido. Eles se reencontrando, lembrando de tudo, emocionados, achando realmente a felicidade que estava perdida foi algo que mudou muita coisa do que muita gente achava da série. Duvido que os fãs não tenham chorado com o cachorro chegando do lado de Jack, ele sorrindo e o avião passando ao fundo.

Enfim, deixo aqui registrado meus parabéns aos diretores, produtores, atores e toda a equipe da série que simplesmente na minha opinião foi a melhor série já feita na televisão. Os personagens vão deixar saudades, e todos nós, fãs, esperamos que eles estejam em um lugar melhor, não mais perdidos.

Transformers, o melhor pior filme de 2009.

•19/06/2009 • 2 Comentários

Acho muito interessante como algumas pessoas que se consideram críticos fazem sua analise critica em cima de critérios que eles mesmos criam em seus mundinhos idôneos e puritanos.
Venho aqui falar de um filme que pra muitos críticos, os donos da razão e da sabedoria cinematográfica, é uma porcaria: Transformers, ambos, dirigidos pelo diretor rei dos “cacoetes e clichês” Michael Bay.
Ora, todos nós sabemos que todos os filmes do Bay são filme blockbusters, voltados para a ação e entretenimento das massas.
Ninguém vai no cinema ver Independence Day ou Transformers para avaliar o “Estado da arte” da produção. As pessoas quando entram naquela sala escura, com uma tela gigante e um som ensurdecedor, querem se projetar para outra realidade, onde podem esquecer seus medos e problemas e no final delirarem com um final feliz, sentindo-se satisfeitas com o filme e comentando na saída “porra cara tu viu aquela cena? Fodaa”..
Eu falo isso como um fã, e também como uma pessoa que possui algum tipo de cultura que não seja aquela vomitada pelos meus professores e meus amigos pseudo intelectuais. Eu gosto do que me diverte, do que me faz sorrir, chorar, gritar, vibrar. Não apenas porque avalio se a câmera estava com pouca luz em determinado take, ou então se os cenários mudam. Não queremos saber disso. Queremos essas emoções.
Me desculpem todos os críticos, admiro muito o trabalho de vocês, mas eu prefiro 1000x ver um Transformers e sentir emoções do que ver um filme chato do Wood Allen ou de qualquer cineastra CHATO que vocês por osmose assimilaram e idolatram e não sentir nada além de sono. Michael Bay pode não ser o melhor cineasta do mundo, mas ele falou uma frase que eu achei muito, mas muito, se não perfeita, para vocês: “Fazer uma produção de arte em um vinhedo na França é fácil”. Clap Clap Michael Bay.
E mais uma vez, parabéns pelo seu BLOCKBUSTER mais famoso de todos os tempos. E viva os robôs e os efeitos especiais.

Musica da Vivo!

•05/05/2009 • 2 Comentários

Cara, vocês com certeza já viram aquele comercial da Vivo, que o carinha liga pros amigos e eles vao se comunicando, e formam um coração com vários carros, que é visualizado por sua namorada no alto, dentro de um balão. Então, aquela musica é muito lindinha, e eu queria saber quem era. Depois de procurar na Net um tempão, não achei. Por acaso eu tava ouvindo meu iphone hj, e tocou a musica, dentro de um album que eu tinha! Quase não acreditei. Fui no Youtube, vi o comercial de novo e vi que era a musica mesmo!
O nome da musica é “M79” da banda Vampire Weekend.
Espero que apreciem!
abraços!

BLINK 182 IS BACK! FINALLY!

•03/04/2009 • 3 Comentários

Cara, é impossível pra mim e qualquer grande fã do blink 182 não ficarmos felizes com essa notícia. Eu já tinha ouvido boatos na faculdade, porém hoje que eu me lembrei de pesquisar sobre (sou fã mas trabalho e estudo, então falta tempo!) a banda e achei a notícia maravilhosa no site deles!
Segue abaixo a mensagem do site oficial na íntegra, com a tradução:

“Oi. Nós somos o blink-182. Na semana passada houveram várias questões sobre a atual condição da banda, e queriamos que você escutasse isso diretamente de nós. Para simplificar, estamos de volta. Queremos dizer, estamos de volta REALMENTE. Continuando de onde paramos e seguindo adiante. No estúdio escrevendo e gravando um novo álbum. Preparando para uma turnÊ MUNDIAL novamente. Amizades renovadas. 17 profundos anos do nosso legado.

Verão de 2009 (americano, julho)

Obrigado e preparem-se…”

Ou seja, BLINK 182 ESTÁ DE VOLTA PORRA!
Apesar de eu gostar de vários estilos de música, VÁRIOS, blink 182 foi a banda que me fez começar a tocar guitarra, a tocar baixo, a curtir o rock mesmo. Eu comecei a ouvir musicas americanas por causa deles, e hoje tenho um leque musical imenso graças a eles. Eu amo os caras e pra mim foi a banda que mudou muita coisa em minha vida. Confesso que quando li a noticia os olhos lacrimejaram, só não chorei pois estava no trabalho rs.
Realmente fico muito, mas muito feliz pela volta, mal consigo expressar em palavras minha alegria.
Bem vindos de volta blink 182, nós estamos aguardando ver vocês juntos há 6 anos.
Blink 182! Back for good!

Bruce Campbell is the man!

•02/04/2009 • Deixe um comentário

Acho incrivel como alguns atores são tão carismáticos, que mesmo apesar de não fazerem filmes dignos do Oscar ou algo assim, se tornam imortalizados em nossas mentes. Bruce Campbell é um deles.
Ontem em uma das minhas crises de insônia, estava assistindo o Intercine, que passou um terrorzinho bem chato e sem nexo chamado “Noites de Terror”. O filme é praticamente um Sexta-Feira 13 moderno, sem muito enredo e com muito sangue e mortes bizarras. Porém não é sobre esse filme que vou falar, mas sim o seguinte. Assim que acabou o filme, decidi que iria desligar a TV e tentar dormir.
No curto espaço de tempo que fui beber água e voltei, já estava entrando a sessão “Corujão”. Pensei automaticamente “aposto que será um daqueles filmes antigos de drama ou romance”. Que nada, para a minha surpresa, os créditos que apareceram foram agradáveis.
O primeiro nome que apareceu na entrada, onde mostrava uma viagem pelo espaço, foi “Bruce Campbell”. Pronto, bastou isso para que já chamasse minha atenção. O nome do filme é “Invasão Terminal” (Terminal Invasion), e descobri que é relativamente novo, sendo nos EUA uma série para TV, como “IT” e outros enredos que não são grandes como os longa metragens.
O filme é sobre um prisioneiro (Bruce Campbell) que está sendo transportado para outra penitenciaria, e graças a um descuido do motorista, sofrem um acidente e terminam em um pequeno aeroporto no interior, isso tudo em meio a uma nevasca terrível. Nesse aeroporto existem algumas pessoas ilhadas, impossíveis de voarem por causa do tempo, e ai que as coisas começam a esquentar.
Alguns desses passageiros são alienígenas, que querem escravizar a raça humana, e se infiltram em nossas comunidades. Obviamente que nosso anti-herói Bruce descobre isso logo de inicio e ai começa uma guerra psicológica entre alguns dos passageiros, pois alguns podem ser aliens e eles são iguais aos seres humanos. Só Bruce com sua “simpatia” de presidiário é capaz de manter a calma e arrebentar alguns.
O enredo do filme não é nada demais e poderia passar despercebido, especialmente em relação aos atores, pois com exceção de Bruce, nenhum é conhecido. Incrivel como Bruce sempre consegue dar um toque de classe aos filmes de terror que ele faz. Afinal, o que seria de EVIL DEAD se não fosse por ele? O cara tem um carisma surpreendente e com sua atuação meio “bad boy que só finge ser mal” consegue cativar o publico e nos fazer torcer para que ele consiga fugir no final. Tirando as piadinhas que fazem parte de sua interpretação na maioria dos papéis que faz.
Enfim, vale a pena ver esse filme, que apesar de ser considerado um filme B, é um ótimo filme e a atuação de Bruce é realmente muito boa, como em todos os filmes que participa, até mesmo nas pontas (Spider-mans, quem não riu com ele?)

Abraços e parabéns Bruce!

Segue abaixo uma foto que acho inesquecível:
Army of Darkness!

Infância perdida… será?

•31/03/2009 • Deixe um comentário

Todos nós, adultos com mais de 25 anos, sempre nos lembramos com saudosismo nossa época de criança, onde soltavamos pipa… jogavamos bola… corriamos atras dos mulekinhos menores.. etc.. É um costume comparar nossa infância com a atual, onde a tecnologia impera e o bebê já vem ao mundo com um username do orkut, hotmail, gmail, etc e um fotolog!
Nesse tipo de comparação, os adultos sempre costumam tratar as crianças atuais como seres que possuem uma desenvoltura menor, sempre tentando colocar a nossa infancia como a infancia perfeita, e a atual como a sedentária e chata. Mais ou menos isso. Mas analisemos ambas e vejamos se realmente as crianças atuais são tão nerds e se eramos realmente espertos.
As crianças atuais já nascem com um conhecimento muito abrangente sobre computadores, possuem diversas fontes de pesquisa com a internet, podem aprimorar seu conhecimento literario, musical, entre muitos outros através da grande rede. Podem até ser sedentários, mas caso queiram, é só digitar um nome no google e acharão algo esportivo para fazer do lado da sua casa.
Agora vamos analisar nossa infancia maravilhosa: ficavamos que nem uns idiotas soltando pipa o dia todo, podendo facilmente arrumar um cancer de pele e cortando os dedos com cerol. Era uma puta dificuldade arrumar fitas novas de videogame com os amigos. E sempre tinha um filho da puta que devolvia teu cartucho quebrado ou com os pinos tortos (quem teve snes). Pra completar, era comum aquelas porra de balas juquinha ficarem presas no dente e nos engasgarmos com as BALA-SOFT, que só eram SOFT no nome. Tirando que nossos exercicios terminavam sempre com alguem ralado, quebrado, rasgado, e até morto (nunca vi mas..). Enfim, não era LÁ ESSAS COISAS. e ainda tinha o FORTÃO do colégio que mal sabia ler mas tirava dinheiro dos mais fracos (eu 😦 ). Então por favor amigos, não venham dizer que sua infancia era INCRIVEL, MARAVILHOSA, SUPREMA, porque não era.
Obvio que tivemos momentos bons, mas as crianças atuais também tem, mesmo que seja baixar um jogo novo na internet, ao invés de ficar que nem um idiota comemorando porque “cortou” a pipa do garoto da rua de cima.
Abraços

 
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